CENTRO DE NATUREZA DE EIBSEE
Números e factos
País: Alemanha
Cidade: Lago Eibsee
Cliente: Inature Competition
Ano: 2011
Área: 1.260 m2
Estado: Concurso
Tema: Arquitetura
Programa: Uso misto, Espaço público, Investigação
Créditos
Equipa de arquitetura: Bruna Serralheiro, João Marques, Simone Lopes
O lago Eibsee situa-se a cerca de 100 km a sudoeste de Munique, perto da localidade de Grainau. Fica a cerca de 9 km de Garmisch-Partenkirchen, no sopé do Zugspitze, a montanha mais alta da Alemanha. A superfície do lago está a 973 metros de altitude e tem 177 hectares.
Protegida pelo Ministério do Ambiente, Saúde Pública e Defesa do Consumidor do Estado da Baviera, e com dois parques nacionais que representam a natureza selvagem e uma grande diversidade de fauna e flora, a paisagem em torno do lago Eibsee é de uma beleza deslumbrante, e a água cristalina do lago é extraordinária: a sua cor varia entre o azul profundo e o turquesa. A envolvente do lago é formada por uma paisagem de média montanha, até 95% coberta por floresta. Além de extensas áreas florestais, o parque nacional oferece picos com vistas fascinantes sobre florestas quase infindáveis que cobrem a cordilheira da fronteira entre a Baviera e a Boémia, turfeiras misteriosas, ribeiros de montanha cristalinos e o lago Rachelsee, o único lago glaciar do parque.
A fauna característica desta região resulta de um clima bastante rigoroso, ligeiramente continental, com muita neve no inverno, acentuado por grandes diferenças de altitude, entre os 600 e os 1453 metros. Além do bufo-real, da coruja-dos-urais e do corvo, reintroduzidos na zona, fazem parte da fauna autóctone a lontra, o tetraz, a galinha-do-mato, o mocho-pigmeu e o pica-pau-tridáctilo.
A ideia de um Centro de Interpretação para este local parte de um conceito que procura cristalizar a envolvente, reproduzindo os diferentes tons do lago ao longo do ano e minimizando a presença do edifício na paisagem. Uma estrutura de vidro intercalada com lâminas de aço permite trazer a envolvente para o interior, tornando-a parte do próprio edifício. Como um cristal de neve, o edifício expande-se e desenvolve-se a partir do seu centro, dando a cada braço um uso funcional diferente e criando múltiplos enquadramentos sobre a paisagem.
In Nature we never see anything isolated, but everything in connection with something else which is before it, beside it, under it and over it.”
Johann Wolfgang von Goethe





